quarta-feira, 27 de julho de 2011

Festival Estudantil de Teatro (MG)

Inscrições abertas para a participação de alunos na iniciativa que tem o apoio do MinC
Até o dia 15 de agosto estão abertas as inscrições para a 11ª edição do Festival Estudantil de Teatro (Feto 2011). Os espetáculos podem ser inscritos em duas categorias: ‘Teatro na Escola’, destinado a alunos de qualquer nível nas redes de ensino fundamental, médio e superior; e ‘Escola no Teatro’, direcionado a estudantes de Teatro e Artes Cênicas em qualquer nível de formação.
O festival será realizado no mês de outubro, e até o dia 9 de setembro serão divulgados os espetáculos selecionados nas duas categorias. A iniciativa conta com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e é realizada pela Associação No Ato Cultural, que desenvolve um trabalho de união entre educação e cultura.
O Festival Estudantil de Teatro começou seu trabalho em 1999, em Belo Horizonte, e já recebeu milhares de estudantes, grupos, educadores e agentes culturais de todo o Brasil. A programação é sempre diversificada e inclui, além de apresentações de artes cênicas, várias oficinas, análise de espetáculos, encontros e debates. O objetivo é promover o diálogo entre estudantes, educadores, grupos e produtores culturais.
O enriquecimento das produções acadêmicas nas artes cênicas e a profissionalização de estudantes em processo de formação artística são resultados alcançados com o festival.
A edição do ano passado atingiu o número máximo de inscritos, atividades e participantes. Foram inscritos, ao todo, 907 alunos de 12 estados brasileiros.
As inscrições de grupos e demais interessados devem ser feitas pela internet, no site (www.fetobh.art.br).
Mais informações: (31) 2555-8575
FONTE:  Ascom/MinC

A farsa dos 100 Milhões da FUNARTE

O presidente da Funarte, Antônio Grassi, apresentou, no Rio de Janeiro, já no meio do ano, um programa de investimentos de 100 milhões de reais para as artes no Brasil em 2011. Seria digno de comemoração para todos os artistas se não fosse, quando visto mais de perto, um grande exercício de ilusão e retórica. Acuado por criticas, Grassi apenas requebrou investimentos já feitos em 2010, e mostrou que não vai executar nada dos 2.2 bilhões do orçamento cultural deixado para 2011 por Lula.
É uma ficção orçamentária que envolve recursos do Ministério da Cultura, da Funarte e da Petrobras através do mecanismo de renúncia fiscal pela Lei Rouanet, para projetos lançados em anos anteriores e requentados.
Quase metade dos chamados “investimentos” (quarenta e oito milhões) são – pasmem –  os mesmos editais de 2010 do Procultura com orçamento do MINC. Quanto aos editais previstos para o início do ano e, portanto, já atrasados, temos somente uma promessa de divulgação de seus resultados para agosto. Sobre a continuidade do Procultura em 2011 com lançamento de editais que não foram lançados em 2010 e sua ampliação nem se toca. Ora, divulgar como novo um edital que foi lançado no ano passado é requentar marmita pronta.
A Funarte anunciou os editais Myriam Muniz, Carequinha e Klauss Viana para 2011, com ênfase no aumento de seus valores em relação a 2010. Dez milhões para o primeiro e quatro milhões e meio para os outros dois, no total de 19 Mi. Em 2009 o edital Myriam Muniz distribuiu 21 milhões e o Carequinha e o Klauss Viana, nove milhões cada um, totalizando 39 Mi, portanto mais que o dobro do que foi anunciado para 2011. Na comparação com o ano de 2010  não leva em conta os outros editais lançados como os de Festivais de Artes Cênicas, Artes Cênicas de Rua, Residências Nacionais e Internacionais.  Importante ressaltar que todos esses foram feitos com recursos orçamentários, sem precisar competir com os produtores privados na renúncia fiscal. Estes importantes editais nem foram mencionados agora pela Funarte, explicitando mais uma vez a descontinuidade deste novo ministério.
Desses cem milhões anunciados, aproximadamente seis milhões foram injetados em editais para a própria Funarte programar seus espaços. É o projeto apelidado de “Funarte quer ser SESC”. Pena que os espaços da Funarte não têm a mesma capilaridade que os do SESC em todo Brasil. A Funarte, que deveria ser uma instituição federal, tem salas, teatros e galerias em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Bem espalhado não é mesmo? Estes espaços também ganham dinheirinho sem edital. Como exemplo, o Teatro Dulcina, um dos quatro teatros que a Funarte tem no Rio de Janeiro. Para lá, estão anunciadas apresentações de Peter Book, Bibi Ferreira e mais um monte de coisa. Mais glamoroso impossível. Mas quanto todo o país pagará por isto?
“Anunciados” também dezesseis milhões para o projeto Micro Projetos Mais Cultura. Este é um projeto do MINC e lançado em 2010 e que vai engrossar a sopa recozida dos cem milhões.
Tem mais dinheiro aí na conta dos cem milhões: num pequeno gesto e sem edital, ofereceram uma graninha para uma revista de amigos, uns livros de uns chegados, uma exposição sobre um rio (que não saiu), uma dispensa de licitação para cachê de companhias se apresentarem em festival comercial, um contrato sem licitação com OSCIP… e aí o dinheiro, que dizem ser pouco, mas não é, sai pelo cano.
Projetos novos: tem um antigo. A volta do Mambembão em 2012 com dois milhões de reais. E tome retrocesso. É a velha concepção de que o sonho dos artistas de fora do eixo está em se apresentar no RJ/SP. Mais concentração no sul maravilha de recursos federais que deveriam atender a todo país.
No fim, este anúncio de investimentos de cem milhões é um exercício de ficção e uma mistura incrível de coisas velhas com outras antigas. Mistura de orçamento público e dinheiro de estatais. Geleia geral e requentada. Programas novos? Dinheiro novo? Ficam pra depois…
Forum do teatro Brasileiro

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cacem-(Centro de Artes Cênicas-MA) abre inscrições para novas turmas de teatro

O Centro de Artes Cênicas do Estado do Maranhão (Cacem) está com inscrições abertas para o Curso de Formação de Ator. As inscrições podem ser feitas na secretaria da escola (Rua de Santo Antonio, 161 centro) até o dia 29 de julho.
Para inscrição é necessário que o candidato apresente carteira de identidade, tenha no mínimo 17 anos e já ter concluído ou está concluindo o Ensino Médio. Deve ter disponibilidade de tempo à noite, de segunda a sexta-feira no horário das 18h30 às 22h00. A taxa de inscrição custa R$ 12,00.
A seleção dos candidatos será nos dias 2 e 3 de agosto e constará das seguintes etapas: entrevista, teste de leitura, redação e exercício de improvisação teatral. As aulas têm início no dia 8 de agosto às 19h, com aula inaugural, com apresentações de alunos já em curso.
Mais informações pelos telefones: (98) 3218-9948, 8843-0177 e 8852-9395, ou na secretaria do Cecem, de segunda a sexta-feira das 14h às 18h. 
FONTE: BLOG DO VALBERLUCIO

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Paulo Autran é declarado patrono do teatro brasileiro


O ator Paulo Autran foi declarado patrono do teatro brasileiro. O título, aprovado pelo Congresso Nacional em junho, foi oficializado, na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União, em lei assinada pela presidenta Dilma Rousseff.
Conhecido como senhor dos palcos, Autran começou a carreira no teatro no fim da década de 40. Depois de atuar em montagens amadoras, estreou profissionalmente em "Um Deus Dormiu Lá em Casa", dirigida por Adolfo Celi, no Teatro Brasileiro de Comédia.
Depois do sucesso da estreia e incentivado pela atriz Tônia Carreiro, Autran decidiu largar a advocacia e se dedicar às artes. Ator de teatro, cinema e televisão, ele se dedicou principalmente aos palcos. Ao longo da carreira, fez 90 peças, entre elas clássicos como "Rei Lear", de William Shakespeare, "Édipo Rei", de Sófocles, e "A Vida de Galileu", de Bertold Brecht.
No cinema e na televisão, Autran também é reconhecido por atuações marcantes, como em "Terra em Transe", de Glauber Rocha, lançado em 1967. Na TV, é lembrado principalmente pelas participações na novela "Guerra dos Sexos", em que contracenava com Fernanda Montenegro, e pelo vilão Bruno Baldaraci, em "Pai Herói".
Em 2006, o ator foi diagnosticado com câncer de pulmão. Morreu em 2007, aos 85 anos.
O título de patrono tem valor simbólico, e não implica benefício material ao homenageado ou a seus sucessores.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Oficina no CACEM‏

Durante cinco dias acontece no CACEM a oficina "Leitura e Dramatização dos Espaços" que tem por finalidade, trabalhar a leitura dramática engajada interagindo com espaços alternativos, enfocando o trabalho corporal, texto, o improviso,  trabalho de voz e coletivização dos personagens na leitura, buscando estado de presença e lógica na leitura. A oficina tem como ministrante o ator e diretor carioca Cassiano Gomes

Cassiano Gomes é formado pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) desde 1999; fez parte da Cia.Amok teatro, pela qual trabalhou em quatro espetáculos: O dibuk, MacBeth, Savina e O dragão, no Rio de janeiro. Atuou em espetáculos com os diretores (a) Luiz Furlanetto, Ticiana Studart, Rosyane Trotta, Allan Castelo, Vitor Hugo. Residente artístico no nordeste pesquisou o teatro popular, buscou novos autores e novas linguagens a partir das manifestações culturais como faz atualmente no Maranhão, mapeando a manifestação que enriquecem o seu trabalho em oficinas que ministra servindo de apoio para suas criações. Ministrou em Pernambuco (Sertão e Agreste), as oficinas: O Ator Através do clown, Palhaço-criação da personagem e a oficina “O Ator Contador e O processo de Criação. Integrou o grupo de cultura popular pé de chinelo (RJ) e Como encenador dirigiu o espetáculo: “Bois Contados no Encontro de Folias” em São Mateus-Espírito Santo 2008 e no Sertão Pernambucano encenou o espetáculo "A Chegada de Lampião no Inferno", com o grupo de Xaxado Cabras de Lampião, resultado do projeto Artes do Cangaço em Cena contemplado pela FUNARTE em 2009/2010. Neste trabalho, Cassiano Gomes utilizou como ferramenta de criação, a historicidade do cangaço, o Xaxado e as manifestações entorno do tema tais como: cordel, música regional, dança, religiosidade. Seguindo essa mesma idéia, Cassiano Gomes pretende desvendar a cultura Maranhense e dar início ao projeto de estudo para encenação de um novo espetáculo surgido da cultura popular. 
A oficina intensiva de leitura com Cassiano Gomes, acontece do dia 23 ao dia 27 de maio - das 15:h às 18:h - de segunda à sexta no CACEM
Maiores informações e inscrições no CACEM
Telefone: 3212-8535/ 9911-0650/3218-9948

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Morre José Renato Pécora



José Renato Pécora
José Renato Pécora morreu no início da madrugada desta segunda-feira, 2 de maio, em São Paulo. Terminada a sessão de ontem de “12 homens e uma sentença”, ele foi jantar como de hábito no Planetas e de lá uma amiga o levou ao Terminal do Tietê onde ele pegaria o ônibus da meia-noite para o Rio. Ela o deixou na área de acesso ao terminal e, horas depois, recebeu ligação da enfermeira do Pronto Socorro de Santana, na Voluntários da Pátria, que localizou seu telefone no celular do próprio Zé Renato, comunicando a sua morte.
José Renato, que voltou a atuar como ator depois de 56 anos, estava em um momento feliz. O sucesso de “12 homens e uma sentença” é, especialmente, o sucesso dele que, por ter feito a sua trajetória no teatro como diretor, desde que criou o Arena, não tinha provado o reconhecimento das plateias, em especial dos muito jovens que assistem ao espetáculo. Reconhecimento que agora ele experimentou com uma alegria juvenil que nós, que dividíamos o camarim com ele, testemunhamos nesses sete meses de temporada. O Zé ria, fazia e provocava piadas, formava o nosso coral que todas as noites desengavetava um repertório de músicas do passado, em exercício de puxar pela memória. Era assim o “aquecimento” e a “concentração” de rotina antes do espetáculo. Uma noite, de tanto rir das brincadeira do Riba, do Norival Rizzo e da Ieda, nossa fiel camareira, ele desabafou com um sorriso largo: “Vocês ainda vão me provocar um enfarte de tanto rir”. Na sessão deste domingo, ele trocou uma palavra do seu texto, que só o elenco percebeu. Em vez de dizer “o velho queria um pouco de atenção” ele disse: “o velho queria um pouco mais de tempo”. Me fugiu a palavra, ele se desculpou sorrindo no camarim ao final do espetáculo. Pois é, tanto ele como todos nós queríamos um pouco mais de tempo para o nosso encontro. Não fomos atendidos. Fica em nós a saudade, que dói demais. Mas fica também a certeza de que José Renato marcou definitivamente o teatro brasileiro – e, em particular, marcou a vida e o caminho de cada um de nós.
Obrigado, Zé.
Do amigo e discípulo Oswaldo Mendes
 BIOGRAFIA
Renato José Pécora (1926-2011), mais conhecido como José Renato, é um diretor de teatro atuante na cidade do Rio de Janeiro e em São Paulo.
Foi o fundador e idealizador do Teatro de Arena de São Paulo, responsável pela montagem de “Els não Usan Black-Tie”, considerado marco do teatro dos anos cinquenta, em uma das correntes do nacionalismo no teatro brasileiro.
Aluno da primeira turma daa Escola de Arte Dramática (EAD), em São Paulo, ao terminar o curso, em 1950, propõe o formato de arena para um espetáculo. O professor e crítico Décio de Almeida Prado apresenta ao diretor o texto de Margot Jones, Theater in The Round. José Renato e Décio então escrevem, em colaboração com Geraldo Mateus Torloni, uma justificativa teórica para o projeto, apresentada como tese no 1º Congresso Brasileiro de Teatro, no Rio de Janeiro, em 1951. Surge daí, em 1955, a partir de uma garagem, a pequena casa de teatro da Rua Teodoro Bayma, o TEATRO DE ARENA DE SÃO PAULO, em frene à Igreja da Consolação, hoje Teatro Experimental Eugênio Kusnet.
Depois de décadas ausentes do palco como ator, José Renato integrou em 2010 o elenco da peça Doze Homens e Uma Sentença.
Comunicado oficial do Forum Brasileiro de Teatro

sexta-feira, 29 de abril de 2011

VI Semana de Teatro no Maranhão- $er ou não $er

fonte retirada da internet
Sem qualquer dados que mesurem os impactos socio-econômicos da cadeia produtiva das artes cênicas para o desenvolvimento da cidade, a VI Semana de teatro acontecerá antecipadada de um clima tenso que percorreu o movimento cultural na Capital. Argumentando que não haveria recursos disponiveis para a realização do evento, a Secretaria de Cultura do Estado(SECMA) que  já havia se manisfestado publicamente que a Semana não aconteceria por falta de recursos alocados , deixou muitos artistas e produtores insatisfeitos. Mas o clima de descontentamento por parte de membros da comissão organizadora e de possiveis manifestações da classe artistica de realizar atos públicos solicitando providências por parte do Estado em garantir planejamento estratégico na elaboração de polítícas públicas,fez o secretário recuar e como por milagres, garantir recursos para o evento.
A Semana de Teatro no Maranhão que deveria acontecer no período que contempla o dia internacional do Teatro (27 de março) acontecerá agora no período de 16 a 22 de maio, (circuito capital), e de 28 de maio a 04 de junho,(circuito municipal), onde vários espetáculos percorrerão municipios que confirmaram parceria com a comissão organizadora do evento para mostra dos espetáculos.
Sem saber ao certo se o evento faz parte do calendário do Governo do Estado, ou como mostra da estética do teatro contemporaneo maranhense, o evento acaba por torna-se uma ação  de resistência à falta de planejamento nas ações culturais, diferentemente do que ocorre com outros Estados. Na tensa relação entre governo e entidades culturais, o estado acaba por sair lucrando com a inercia nessas ações, se fizermos um balanço financeiro dos recursos que são inseridos na economia local para o estado através da participação em editais,prêmios, e patrocinios externos,além da visibilidade decorrente da participação de vários artístas e grupos culturais levando o nome do Maranhão, o saldo positivo fica com o Governo. Então a Semana acontece quase que por questões de solidariedade que de investimento. Boa parte do recursos são investidos na economia local, com compra de figurinos,equipamentos, pagamento de mão-de-obra gerando impostos para os cofres públicos.Nenhuma outro segmento trouxe mais recursos para a economia local quanto o segmento cultural, digo isso pois agrego os produtos e serviços da economia criativa e cultural, em shows,eventos .etc.
Bem em breve disponibilizarei um balanço de recursos tragos para o Estado vindos de participações de  entidades culturais,artistas e produtores para solos ou cofres maranhenses.É preciso que o movimento cultural tenha pleno conhecimento dessa economia que corre despercebida em terras do babaçú. Veja abaixo lista dos espetáculos que participarão do VI semana de Teatro Maranhense:
 CIRCULAÇÃO:
GRUPOS SELECIONADOS:
  • CIA CHEGANÇA
  • GRUPO UNIVERSITÁRIO DE TEATRO – GUT
  • GRUPO CORDÃO DE TEATRO
  • XAMA TEATRO
  • MIRAMUNDO PRODUÇÕES CULTURAIS
  • TAPETE CRIAÇÕES CENICAS.
ESPETÁCULOS NACIONAIS
·         MARCELO, MARCELO, MARTELO (CIA Azul  Celeste) – SP
·         SOBRE ANJOS E GRILOS (CIA Solos e Bem Acompanhados) – RS
·         OS MENINOS VERDES (CIA Voar Teatro de Bonecos) – DF
·         CONVERSAS INVERSAS (Grupo Milongas) RJ
·         A VIDA COMO ELA É (Teatro Sim Por Que Não) – SC
·         QUANDO ANDO EM PEDAÇOS OU NOTAS SOBRE A MINHA MÃE (Paula Pi) – SP
·         O NEGRINHO DO PASTOREIO (Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais) – RS
·         B-T-G-P-T-1-4-0-5-9-CÂMBIO (Teatro de Operações) – RJ
·         O CARVALHO E O JUNCO (CIA Anjos da Noite) – SC
·         O ESPETÁCULO NÃO PODE PARAR (Quintal do Circo) – RJ
·         ESTE LADO PARA CIMA (Brava CIA) – SP
ESPETÁCULOS MARANHENSES
·         O MIOLO DA ESTÓRIA (Santa Ignorância CIA de Artes) SL
·         FAMÍLIA EM DESAFIOS (Núcleo do Teatro do Oprimido do Baixo Itapecuru) Santa Rita/MA
·         PAI E FILHO (Pequena CIA de Teatro) SL
·         CABARÉ CAIO VALENTIM (CACEM) SL
·         O NATAL DOS PEQUENINOS (CIA de Teatro Frei Alberto) SL
·         DE ASSALTO (Petite Mort Teatro) SL
·         BARBAZUL  – (Teófila Lima) SL
·         O PRINCIPIO DOS TRÊS ERRES (CIA Teatral La Oficina) SL
·         ELES E NÓS (Codificações) -  SL
·         A ÚLTIMA HORA (DRAO Teatro da Inconstância) – SL
·         FAMÍLIA BAGAÇO (Os Tagarelas da Matriz) São Bernardo/MA
·         E.V.A Um Monólogo  (Janaílton Santos) SL
·         DONA FLOR E SEU ÚNICO FUTURO MARIDO (Grupo Sinos de Teatro) Timom / MA
·         LULABY (Rascunho) SL
PERFORMANCES
·         SEMPRE FICA UM CHEIRO (Núcleo de Investigação Teatral Fósforo) SL
·         O MEDO (Factual Experimentações Cênicas) – SL
·         NUM RABO DE FOGUETE – (As Tapuias) Alcântara / MA
·         CORPO DESCARTAVEL – (Grupo Caco) SL
·         MAR DE LUTO – (Thais Brito) SL
Programação de responsabilidade da comissão organizadora do evento segundo o  blog do evento
FONTE. VALBERLUCIO

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ator protesta contra parceria entre governo e escola de samba do Rio

POR GABRIELA SARAIVA

Indignado com a parceria firmada hoje (18) entre o governo do Maranhão e a escola de samba Beija Flor, do Rio de Janeiro, para a elaboração do enredo do próximo ano, o ator e microempreendedor Mariano Costa fez um protesto, no final da manhã de hoje, diante do Palácio dos Leões. Para o artista, o que o Estado vai gastar com essa parceria – o valor não foi divulgado pelo governo – é um desrespeito para com os artistas locais e a população, que enfrenta problemas que precisam de soluções urgentes. O enredo da escola carioca deve tratar dos 400 anos de São Luís.
Foto: G. Ferreira
Mariano Costa protesta diante do Palácio dos Leões
De acordo com Mariano Costa e com o que informou o portal do governo estadual hoje, uma comissão da escola Beija-Flor está em São Luís há cerca de uma semana, com o objetivo de apresentar um projeto à governadora Roseana Sarney, trazendo os 400 anos de São Luís como enredo de 2012 da agremiação.
Segundo Costa, existem centenas de artistas locais com projetos nas secretarias, há anos, esperando resposta, cuja justificativa da demora seria a falta de verbas. “Nós não temos condições de participar de uma coisa dessas. São milhões gastos anualmente para serem perdidos em uma noite. Temos de ajeitar a nossa cidade para os seus 400 anos, investindo nela e não no carnaval do Rio de Janeiro. Se não temos dinheiro para solucionar os nossos problemas de onde vamos tirar para tal projeto milionário”, declarou o artista.
Ele opinou ainda que tal gasto não vai trazer benefícios para o Estado, uma vez que colabora para a disseminação do turismo sexual.
“Temos que incentivar o turismo cultural e não o sexual, valorizando primeiramente a nossa cultura nordestina e as nossas instalações. Qual turista vai querer visitar uma cidade cheia de buracos, lixo e com um trânsito caótico, por exemplo. Deixo aqui um alerta também para os empresários: vale a pena tirar o dinheiro daqui para levar para o carnaval carioca?”, questionou Maurício Costa.
Exibindo cartazes com as frases “Governadora Roseana Sarney, diga não ao carnaval carioca”, “Beija Flor. Ratos e urubus deixem nossos recursos s em paz”, “No momento nosso estado não pode atender o luxo carioca”, “Beija-Flor quer o luxo e nós ficamos com o lixo”, o artista afirmou que seu protesto solitário é também uma forma de se solidarizar com os problemas do estado.
“Acho que a população e as comunidades deveriam ser consultadas primeiro antes que esse projeto fosse aprovado. Essa foi a forma que eu encontrei de expressar o que estou sentindo, a minha insatisfação. Nós temos que eliminar essas vaidades do nosso estado. A população precisa saber disso”, desabafou Mariano Costa.
Em matéria divulgada hoje no portal do governo do estado, não foi informado quanto a escola carioca vai lucrar com a parceria firmada com o governo do Maranhão. Veja, abaixo, a matéria divulgada no site do governo:
400 anos de São Luís serão cantados pela Beija Flor
Os 400 anos de São Luís serão tema da escola de samba Beija-Flor, do Rio de Janeiro, no ano que vem. Membros da diretoria da agremiação tiveram um encontro com a governadora Roseana Sarney, nesta segunda-feira (18), no Palácio dos Leões. Em seguida, participaram da primeira reunião com secretários de governo, artistas e intelectuais maranhenses, que integrarão uma comissão para a construção do enredo.
Roseana Sarney fechou parceria com a escola de samba Beija-Flor
“São Luís tem uma riqueza histórica e cultural maravilhosa, o que renderá um belo espetáculo na avenida”, declarou Luís Fernando Laíla, da comissão de Carnaval da Beija-Flor, lembrando ainda que esta não é a primeira vez que a escola cantará as belezas do Maranhão no Carnaval carioca.
Também participaram do encontro o carnavalesco Fran-Sérgio e a pesquisadora Bianca Behrends e os secretários de Cultura, Luís Henrique Bulcão, e de Turismo, Tadeu Palácio. O Governo reuniu ainda artistas maranhenses ligados a diversas áreas para ajudar no projeto, incluindo Sérgio Habibe, Betto Pereira, José Pereira Godão, Mano Borges, Chico Maranhão, Roberto Brandão, Cláudio Adão, os carnavalescos Miguel Veiga e Chico Coimbra e o pesquisador Sebastião Moreira Duarte.
“Vamos levar as belezas de São Luís para a Sapucaí e o nosso projeto está em boas mãos. Será uma bela homenagem ao quarto centenário da cidade”, declarou o secretário Luís Bulcão.
Ao fim da primeira reunião, os membros da diretoria pediram para conhecer dois aspectos da cultura ludovicense: o reggae e a religiosidade. A diretoria volta nesta quarta-feira (20) ao Rio de Janeiro, mas já têm agendadas outras visitas a São Luís.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ensaiar é preciso

Escrito por Paulo Sacaldassy

Não é de hoje que ouço comentários de diretores e de alguns atores mais experientes, sobre a dificuldade que há de se reunir pessoas para montagem de um espetáculo teatral. Mas se tem tanto jovem querendo fazer teatro, por que tanta dificuldade? Estranho, não é mesmo? Só que esta, eu mesmo respondo: É que essa galerinha que chega ao teatro, quer logo de cara entrar em cena.
 
Ora! É preciso que eles saibam que a montagem de um espetáculo teatral não é tão simples assim. É certo que muitos, vindos de experiências em montagens escolares e, portanto, achando-se plenamente capacitados a assumir qualquer papel que lhes for designado, não aceitam qualquer coisa. Pura bobagem. O que precisa ficar claro é que tornar-se um ator e manter-se como tal, demanda tempo e estudo.
 
Eu até entendo a ansiedade dessa galerinha que quer ver aquilo que está escrito e decorado, ganhando corpo e se tornando um espetáculo, mas se ela não se dispor a ensaiar, o espetáculo não saí. E alguns, por pura preguiça, largam produções pela metade, por acharam um saco ficar ensaiando, ensaiando e ensaiando.
 
Só que ter o texto decorado na ponta da língua, ou fazer gracejos sobre um palco, ou ainda brincar de faz-de-conta, não é nada em termos de teatro. Antes de reunir condições para assumir a responsabilidade de interpretar qualquer papel, o aspirante precisa entender que é fundamental e necessário, ensaiar, ensaiar e ensaiar, quantas vezes forem necessárias. Às vezes, se leva mais tempo ensaiando, do que o tempo que as apresentações ficam em cartaz.
 
Aliás, a vida de um ator é ensaiar, se exercitar, ensaiar, estudar, ensaiar, interpretar e ensaiar. Uma roda vida sem fim que faz com que a cada dia, o ator apure mais e mais o seu talento, lapidando cotidianamente a sua arte de interpretar. Teatro não é uma arte que se faz de supetão. Não é apenas lendo e decorando o texto que se é capaz de interpretar.
 
Se vocês repararem bem nas “interpretações” de grandes figurões das artes cênicas que estão em cartaz nas várias novelas na atualidade, vão perceber o quanto a falta de ensaio faz falta. Nem mesmo a experiência de anos é capaz de sustentar uma boa interpretação. Como na TV é tudo rápido, sem tempo de ensaiar, é possível ver “interpretações”, se dá para chamar assim, que dão nos nervos.
 
Por isso, se você quer mesmo fazer teatro, mesmo que ainda não queira seguir carreira profissional, precisa ter a consciência de que se faz necessário muito ensaio antes de se colocar um espetáculo em cartaz. Não tenha tanta pressa em aprender, pois se você seguir a profissão, vai precisar fazer isso diuturnamente. E não interessa qual papel você for interpretar, seja o papel principal, ou apenas uma florzinha estática que compõe o cenário, vai precisar de ensaio, ensaio e ensaio.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cacem abre seleção para curso de teatro

Estão abertas no Centro de Artes Cênicas do Maranhão (Cacem), escola de teatro da Secretaria de Estado de Cultura (Secma), as inscrições para seleção de novos alunos para o curso de teatro no primeiro semestre de 2011. Elas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h, na secretaria da escola, Rua de Santo Antonio, 161, Centro.
Para participar da seleção, o candidato deverá ter mais de 17 anos, cursar ou já ter concluído o 3º ano do ensino médio, apresentar documento de identidade e pagar taxa no valor de R$ 12,00. As matrículas vão até o fim do mês de janeiro.
Durante o curso serão oferecidas disciplinas de História da Arte, História do Teatro, Interpretação, Expressão Corporal, Psicologia e Ética, Problemas do Teatro Brasileiro, Técnica Vocal, Canto, Dança para Ator, Teatro de Animação, Cenografia, Iluminação, Caracterização e Prática Supervisionada (Oficina de Montagem).
O Cacem é a única escola de formação de atores em nível técnico/profissional reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação.
Mais informações: 3218-9948/ 3218-9949.
FONTE: JORNAL PEQUENO

sábado, 11 de dezembro de 2010

Fazend’Arte comemora 15 anos com adaptação de A Peste

Considerada uma metáfora ao nazismo, a obra “A Peste” do argeliano Albert Camus serviu de inspiração para a montagem de “A Peste e outras Pestes”, espetáculo que o grupo de teatro Fazend’Arte, do IFMA-Campus Maracanã, apresenta na próxima terça-feira (14), às 19h, no Teatro João do Vale.
O romance, publicado em 1947, coloca o homem frente à situação que mais o assusta: a morte. A monótona Oran, pequena cidade da Argélia, é surpreendida por ratos que agonizam por toda parte. De explicação desconhecida, a doença atinge os moradores, provocando horror generalizado e mortes.
“Ninguém está imune a ela”. A frase é repetida pela cantora de cabaré, na adaptação maranhense, que projeta os problemas da realidade brasileira para atualizar a obra de Camus. “O espetáculo alerta para os vários tipos de peste que assolam a humanidade, mostrando nossa vulnerabilidade diante delas”, diz o autor e diretor, Inaldo Lisboa, que coordena o projeto pedagógico de teatro há 15 anos.
Bodas
Os espetáculos do Fazen’darte, há 15 anos, são construídos em grupo, em um processo de interação entre professor e alunos-atores. Os estudantes são estimulados a pesquisar o assunto e produzir cenas a partir de suas percepções. Eles também colaboram com a caracterização, cenografia e figurinos. Outro destaque são os musicais, executados ao vivo, por alunos-músicos.
Coordenado pelo professor Inaldo Lisboa, o grupo já acumula a montagem de vários espetáculo e prêmios, além da participação em eventos municipais, estaduais e interestaduais. Em 2006, o grupo apresentou o espetáculo “Moderniscravizando”, que tinha como temática o trabalho escravo no Brasil contemporâneo. A peça recebeu os prêmios de melhor espetáculo, melhor direção e melhor cenografia no Festival Maranhense de Teatro Estudantil.
No ano de 2007, Fazend’Arte apresentou o espetáculo “A Cabeça Bem-Feita”. A peça era uma tragicomédia feita a partir da livre adaptação do livro homônimo do pensador francês Edgar Morin, responsável pela sistematização da teoria da complexidade. O grupo apresentou, em 2008, o espetáculo fruto de pesquisas feitas a partir da problemática ambiental enfrentada pelo rio da Prata, que tem sua nascente dentro da área do Campus Maracanã. A peça recebeu o título de “Rio da Prata”. Em 2009, após pesquisar e estudar a temática do fogo, o grupo criou o espetáculo “É Fogo!”
SERVIÇO
Espetáculo: A Peste e outras Pestes
Texto Adaptado e Direção: Inaldo Lisboa
Direção Musical: Flávio Níguel
Local: Teatro João do Vale
Quando: Terça-feira (14)
Ingressos: R$ 5,00

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Crianças encenam apelo em prol do meio ambiente no Artur Azevedo

FONTE: O Imparcial Online

Os alunos pesquisaram temas como animais e a vida no planeta antes de encenar a montagem com cunho ecológico.
 

Um apelo ecológico, um grito de protesto e de conscientização sobre temas como preservação ambiental, respeito ao meio ambiente e os riscos de uma era na qual a poluição urbana predomina.
É isso que os pequenos alunos da Educação Infantil do Centro de Ensino Vila das Letras vão levar para o palco do Teatro Arthur Azevedo nesta terça-feira, 7, às 19h com a peça teatral “Cuida do Planeta para Mim”.
Tistu, o menino do dedo verde, é filho da era da poluição, da agressividade e do desentendimento. Sua missão é justamente despoluir, humanizar e reintroduzir a poesia num universo do qual ela se encontra exilada. Ana, a dona da Lagoa da Jansen, é uma rainha triste e preocupada com o futuro do seu reino, que depois da presença dos construtores, tornou-se sujo e mal tratado.
Juntos Ana e Tistu relembram os tempos em que a lagoa era um paraíso ecológico e como com o passar dos anos se tornou um lugar sujo e destruído, Tistu ao ajudar sua amiga, deixa impressões digitais que suscitam o reverdecimento e a alegria ao mesmo tempo em que manda um recado aos adultos responsáveis pelo planeta.
A história disfarça a profundidade de suas mensagens na singeleza de um conto para crianças, mas dirigindo-se realmente aos adultos e atuais responsáveis pelos atuais rumos da cidade e do Estado e suas conseqüências para o futuro.
A peça marca o encerramento do ano letivo no Vila das Letras e a encenação teatral encerra com chave de ouro os estudos e pesquisas desenvolvidos pelos alunos em torno da questão ambiental, uma temática levada a sério pela escola e sempre presente nas atividades extra-classe.
Para a Diretora da escola, Hayane Sauáia a expectativa sobre os resultados dessa montagem é a melhor possível.
“Todos se dedicaram muito para o sucesso da peça que iremos mostrar hoje no Arthur Azevedo. As crianças pesquisaram a fundo o tema antes de partirem para os ensaios da peça, assim como as nossas professoras. Os pais também estão muito engajados para que tudo seja o mais profissional possível; assim como a qualidade técnica dos figurinos, do som e da luz, da sonoplastia e todos os demais detalhes”, garantiu Hayane Sauáia.
SERVIÇO:
Peça Infantil: “Cuida do Planeta para Mim”
Elenco: Alunos da Educação Infantil do Centro de Ensino Vila das Letras
Local: Teatro Arthur Azevedo
Data: 07.12.2010 (Terça-Feira)
Hora: 19h00
ÚNICA SESSÃO - SOMENTE PARA CONVIDADOS

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

IX Encontro de Teatro de São Luís começa nesta quarta-feira

fonte: Imirante, com informações da assessoria
A partir de quarta-feira (24) até domingo (28), o Grupo Universitário de Teatro (GUT) realizará o IX Encontro de Teatro de São Luís em Comunidades da capital e dos municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar. O encontro promoverá espetáculos interativos gratuitos, oficinas, animações e comunicações.
O IX Encontro de Teatro de São Luís é uma realização do Grupo Universitário de Teatro (GUT) da Universidade Federal do Maranhão e conta com apoio cultural do Sesc, Departamento de Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão, Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Gráfica Universitária, Departamento de Artes, Universidade FM e Assessoria de Comunicação da UFMA.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Projeto visa resgatar a história do teatro Arthur Azevedo

A Secretaria de Estado de Cultura (Secma), por meio da direção do Teatro Arthur Azevedo (TAA), promove solenidade de lançamento do Projeto de Resgate da Memória do Teatro Arthur Azevedo, terça-feira (9), às 16h, no Salão Versátil, do TAA (Rua do Sol s/n-Centro).

Segundo o diretor do Teatro Arthur Azevedo (TAA), Roberto Brandão, o projeto tem como objetivo editar um catálogo com testemunhos de ex-diretores do TAA, bailarinos, músicos, produtores culturais e diretores de espetáculos sobre a história do teatro, o segundo mais antigo em atividade.
FONTE: O Imparcial

sábado, 6 de novembro de 2010

Festival de Teatro Estudantil será realizado no início de 2011

Considerado um dos mais festejados eventos culturais do Maranhão, o Festival Maranhense de Teatro Estudantil, que chega à 15ª edição, será realizado no início do próximo ano. O Festival é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secma), por meio do Centro de Artes Cênicas do Maranhão (Cacem).

A decisão de realizar o evento em 2011 foi tomada pelos organizadores do Festival. Entre as principais razões estão as agendas de espetáculos dos teatros Arthur Azevedo, João do Vale e Alcione Nazareth, acontecerão o evento. "Estamos em uma fase de reorganização e se optássemos por realizar o Festival neste momento poderíamos não fazer uma festa como a que queremos", diz o diretor do Cacem, Domingos Tourinho.

Essa edição será a 15ª do Festival Maranhense de Teatro Estudantil. "Daí queremos realizar um evento ainda maior que os anteriores. Queremos comemorar o sucesso do projeto, que consegue reunir diversos estudantes e professores, que se envolvem com as atividades do Festival", acrescenta Tourinho.

Inovações - De acordo com o diretor do Cacem, muitas novidades que foram programadas para este festival estão confirmadas. Como principal destaca-se o caráter não-competitivo desta edição. Todas as peças serão encenadas em caráter de amostragem do trabalho. "Essa forma de realizar festivais já é comum em diversos locais do Brasil. Decidimos adotá-la este ano para ampliar a participação das escolas. Queremos realizar uma festa ainda maior que nos anos anteriores", justifica, lembrando que a decisão pelo caráter não-competitivo deste festival foi tomada em conjunto com professores de escolas públicas e particulares.

Segundo Tourinho, a opção pela amostragem de trabalhos está sendo festejado, sobretudo, por estudantes de escolas públicas que, diz o diretor, alegam que as instituições de ensino privadas têm maiores chances de vencer as competições. "Eles falam que estudantes da rede particular têm maiores condições financeiras de apresentarem peças mais bem elaboradas".

A modalidade não-competitiva, ainda, pode ampliar a participação de escolas de outras cidades maranhenses, diz Tourinho. Ele conta que já está em contato direto com diversos agentes culturais de Alcântara, Arari, Itapecuru Mirim, Vitória do Mearim e Codó. "Mas vamos intensificar os contatos, pois queremos o maior número possível de participantes de outras cidades. A idéia é fazer uma grande festa da inclusão", afirma. 

fonte: O Imparcial

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Peça de Betty Faria é adiada para 2011 por ordens médicas

Em comunicado à imprensa, a assessoria do espetáculo "Shirley Valentine", estrelado por Betty Faria, informou que a estreia foi adiada para 2011 no CCBB Rio de Janeiro, porém sem data definida.

A estreia foi remarcada pelo fato de Betty Faria ter se machucado durante os ensaios da peça. Após uma ressonância, identificou-se que ela sofreu uma torção no joelho e os médicos pediram para ela ficar em repouso para não prejudicar a recuperação.
fonte: TERRA

domingo, 10 de outubro de 2010

A Primeira Atriz

No início da história do teatro, só os homens podiam participar das encenações e, para os papéis femininos, os atores gregos se utilizam de máscaras. Hoje em dia, sabemos que muita coisa mudou. Mas quando afinal as mulheres puderam subir ao palco e dividir a cena com os homens?

 
Atravessando a história das tradições cênicas medievais, foi na Itália que houve uma verdadeira recriação das estruturas teatrais por meio das representações do chamado teatro humanista. No século XVI, ocorreu um intenso processo de profissionalização de atores, com o surgimento da chamada "Commedia Dell'Arte", em que alguns tipos representados provinham da tradição do antigo teatro romano, como as figuras do avarento e do fanfarrão.

 
Devido às inúmeras viagens que as pequenas companhias de Commedia Dell'Arte empreendiam por toda a Europa, este gênero exerceu grande influência sobre o teatro realizado em outras nações. Um século depois, a Itália experimentou grandes evoluções cênicas, muitas delas ainda servem de estrutura ao teatro atual. E foi justamente nesse mesmo período que as mulheres passaram a fazer parte das atuações teatrais, na França.

Uma das atrizes que outrora havia sido integrante do grupo de Molière começou a fazer parte do elenco das peças de Jean Racine, poeta trágico, dramaturgo, matemático e historiador francês, considerado, ao lado de Pierre Corneille, um dos maiores dramaturgos clássicos da França. 

O nome da atriz? Therese du Parc, conhecida mais tarde, como La Champmesle, a primeira mulher a interpretar Fedra, personagem principal de “Phèdre”, obra de Racine, tornando-se então uma das principais atrizes da chamada "Commedie Française". Assim, Therese du Parc é  o primeiro nome feminino de que se tem registro na história do teatro.

 
Em “Phèdre”, o autor não apresenta hesitações e mostra o mundo da Grécia mitológica em toda a sua plenitude. A personagem é vítima da cólera divina e sua paixão pela personagem Hippolyte é muito mais uma punição dos deuses do que uma ação de sua própria vontade. Phèdre não é apenas uma personagem mitológica que sucumbe à fatalidade divina, mas o ser humano que carrega dentro de si as sementes de sua própria condenação.

 
No texto representado pela atriz, Racine mostra sua habilidade como poeta dramático. A ação está próxima do desenlace, com a protagonista no auge de seu desespero. Phèdre é a personagem trágica por excelência, pois não sendo inteiramente culpada nem inteiramente inocente, desperta no espectador sentimentos de compaixão e terror.

 
Existem boatos de que Racine comprou uma grande briga com Molière devido ao “roubo” dessa atriz de sua trupe.  Não se sabe ao certo, mas, casada com Charles Chevillet Champmesle, dizem que Therese du Parc manteve uma relação extra-conjugal com Racine e morreu devido a um aborto malsucedido.

 
Crédito da imagem:  Cliché Musées Nationaux, Paris.
FONTE: SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco

Artistas engordam e emagrecem conforme a exigência do papel

Uai

Murilo Benício é exemplo da dedicação do ator: gordinho em Força-tarefa; fininho em Ti-ti-ti
 


Colete à prova de balas, revólver na cintura e barba por fazer. A figura é de um homem sério, que impõe respeito. Digna de um oficial de primeira linha. Com o cabelo raspado, músculos definidos e uma boa caprichada no garfo, Murilo Benício, de 39 anos, encarnou durante um ano o tenente Wilson, no seriado Força-tarefa, na Globo. No período, as roupas ficaram justas. O ponteiro da balança foi para a casa dos 92 quilos. Dez a mais do que o normal. Na tela, Murilo estava quase irreconhecível, com uma barriguinha pouco habitual. Mas a caracterização turbinou a audiência do seriado, que chegou a 23 pontos nas pesquisas de audiência.

Passado o sucesso, Murilo fez questão de voltar à boa forma física. Para isso, dispensou procedimentos cirúrgicos e dietas radicais. Em março, com a namorada Guilhermina Guinle, passou uma semana no SPA 7 Voltas, em Itatiba (SP). A hospedagem para um casal no local por sete dias custa entre R$ 5.306 e R$ 6.272. “Ele veio principalmente para reeducar a alimentação”, diz a nutricionista Gisele Giraldi, que cuidou do ator. Até então, Murilo tomava refrigerante no café da manhã e dormia de estômago cheio. No cardápio light, só 1.200 calorias. Chá e água estavam liberados e, entre as refeições, eram permitidos gelatina, porções de 50 gramas de frutas e, às vezes, pães. “Aqui, ele perdeu 2 quilos, quase 3. Mas foi só para ele se acostumar com a ideia da dieta”, diz Gisele.

Guilhermina ajudou a equipe do SPA na empreitada. “Como ela fazia aula de spinning, ele também passou a fazer”, conta Alexandre Silveira, coordenador da academia do local. Ainda no circuito, 30 minutos entre jumper, musculação e esteira. Alimentação controlada e malhação. Mas o ator não reclama. “Não achei que a dieta foi um sacrifício”, diz. Na corrida pelo peso ideal, Murilo se apropriou de um segredo da diva do pop, Madonna: o power plate, espécie de drenagem linfática. “Ele seguiu tudo com rigor. Só era preguiçoso para acordar cedo. Então, às vezes, malhava mais tarde”, diz Alexandre. Longe do spa, o ator cortou jantares em churrascarias e chocolate. O esforço de seis meses valeu. Até agora, perdeu 10kg. Quer se livrar de mais 3 e ficar com 73kg.

Atualmente na novela Ti-ti-ti, Benício diz que ficou admirado com sua disciplina. E seu colega de cena, Alexandre Borges, de 44 anos, também entrou na onda. “Emagrecer deu mais credibilidade para fazer o Jacques Leclair (estilista que ele interpreta na trama da Globo)”, conta Borges. “Mas as minhas roupas largas estão todas no armário, para quando engordar de novo”, brinca Alexandre. No café, ele come mamão com granola, amêndoas e castanhas. No almoço, arroz integral, legumes e grelhados. Ultimamente, tem evitado doces como pavê, seu predileto. Assim, mandou embora sete quilos e hoje está com 73kg.

Efeito ioiô
Para interpretar Cazuza, em Cazuza – O tempo não para (2004), Daniel de Oliveira (foto) emagreceu 11kg em três semanas

Tom Hanks pesava 90kg no começo das gravações de Náufrago (2000) e perdeu 20kg para filmar o fim do longa-metragem

George Clooney teve problemas nas costas por engordar cerca de 15kg e viver um agente da CIA em Syriana (2005)

As filmagens de Touro indomável (1980) foram interrompidas por quatro meses, enquanto Robert De Niro engordava 27kg

Inscrições para Festival de Teatro Estudantil encerram-se dia 20

FONTE: Imirante, com informações da Secma
As inscrições para o 15º Festival Maranhense de Teatro Estudantil, um dos mais importantes e consagrados eventos da agenda cultural do estado, estão abertas até o dia 20 deste mês, no Centro de Artes Cênicas do Maranhão (Rua de Santo Antônio, 161, Centro), das 14h às 20h30. O evento será realizado de 8 a 15 de novembro nos teatros Arthur Azevedo, João do Vale e Alcione Nazareth.A Secretaria de Estado da Cultura (Secma) informa que além do Centro de Artes Cênicas (Cecem), os interessados têm a opção de efetuar suas inscrições via correio ou por e-mail(cacemteatro@hotmail.com e cacem@cultura.gov.ma.br).
A Secma promete um Festival com muita inovação este ano, cujo caráter não-competitivo da edição, é uma delas. Todas as peças serão encenadas na modalidade de amostragem do trabalho, conforme explica o diretor do Cacem, Domingos Tourinho.
“Essa forma de realizar festivais já é comum em diversos locais do Brasil. Decidimos adotá-la este ano para ampliar a participação das escolas. Queremos realizar uma festa ainda maior que nos anos anteriores”, justifica, lembrando que a decisão pelo caráter não-competitivo deste festival foi tomada em conjunto com professores de escolas públicas e particulares.
Segundo Tourinho, a opção pela amostragem de trabalhos está sendo festejado, sobretudo, por estudantes de escolas públicas, ao alegarem que as instituições de ensino privadas têm maiores chances de vencer as competições. “Eles falam que estudantes da rede particular têm maiores condições financeiras de apresentarem peças mais bem elaboradas”, comentou.
A modalidade não-competitiva, ainda, pode ampliar a participação de escolas de outras cidades maranhenses, diz Tourinho. Ele conta que já está em contato direto com diversos agentes culturais de Alcântara, Arari, Itapecuru Mirim, Vitória do Mearim e Codó. “Mas vamos intensificar os contatos, pois queremos o maior número possível de participantes de outras cidades. A idéia é fazer uma grande festa da inclusão”, afirma.
O diretor do Cacem revelou, ainda, que a coordenação está pensando em outras ações inéditas para esse 15º Festival Maranhense de Teatro Estudantil. “Uma possível premiação a escolas que participaram de todas as edições pode ser uma delas. Também queremos identificar as contribuições que o Festival teve no processo educacional e, quem sabe, elaborar algum tipo de homenagem”, conta Domingos Tourinho.
Estrutura
A abertura acontece no dia 8 de novembro, em horário ainda a confirmar, no Teatro Arthur Azevedo. A peça escolhida para abrir o Festival é Educat’s, montagem com alunos do Colégio Educator, sob a coordenação do professor Sérgio Helal, que se baseou no musical Cats, do poeta, dramaturgo e crítico literário americano T. S. Eliot.
As apresentações dos grupos serão realizadas concomitantemente, de 9 a 12 de novembro no João do Vale e de 9 a 13 no Alcione Nazareth, ambos na Praia Grande, no período matutino e vespertino. “Faremos assim devido ao número de escolas que esperamos inscrever e também por que estipulamos 19h como horário-limite para finalizar as apresentações diárias”, justifica Domingos Tourinho.
Para encerrar, também no Arthur Azevedo, será apresentada a peça A peste e outras pestes, uma adaptação do romance A Peste, do escritor e filósofo francês Albert Camus. “O trabalho é dos alunos do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), sob a responsabilidade do professor Inaldo Lisboa”, informa o diretor do Cacem.
Este ano, em virtude de ser mostra não-competitiva, todos os participantes receberão certificados como premiação, além do troféu Cosme Júnior de honra ao mérito. “Mas não teremos nenhum tipo de categoria. Todos receberão”, afirma Tourinho.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A origem da expressão "merda" no teatro

A origem da expressão “merda” do teatro
Quem vive no mundo do teatro, dificilmente não fala merda antes de entrar no palco. O que muitos não sabem, sejam aqueles que utilizam a expressão ou aqueles que por ventura as ouvem, é que desconhecem a origem da expressão.
A expressão “merda” usada no teatro surgiu na França. Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade. No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo. Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô. Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida.
Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações. Lembrando que, nunca se deve agradecer com obrigado ou de nada quando alguém lhe desejar “merda”, deve responder apenas “merda” ou ficar calado.
Portanto, merda a todos.


OUTRA TESE PARA “MERDA”:
Para quem não sabe: MUITA MERDA PRA VOCÊ! Ou apenas Merda! É assim que os atores e personas do mundo teatral desejam sorte um para o outro. Por mais que seja engraçada essa forma de querer o bem, esta frase, nascida na França de Molière, o berço do teatro moderno, vem sendo repetida a séculos por todo o mundo. Sua conotação de bonância partiu da grande quantidade de escrementos deixada pelos equinos que puxavam as carruagens que por sua vez levavam os nobres para apreciar os espetáculos teatrais, e quanto mais carruagens nos estacionamentos perante ao teatro, mais merda espalhada ao final do espetáculo e desse modo a enorme quantidade da mesma representava o quanto foi concorrido o evento daquela noite. Ao passar do tempo, a cada início de temporada o mais esperado entre os artistas envolvidos era exatamente “muita merda” espalhada por todo o redor do teatro, e assim foi se criando o hábito de desejar: MERDA! Se assim é, desejamos aqui para nossa nova coluna dedicada ao teatro exatamente isso, MERDA! aprenderam?