sexta-feira, 30 de abril de 2010

ESPE´TACULO "VIVER É ADAPTAR-SE" VOLTA A BACABAL

A Trupe da Companhia Curupira de Artes Cênicas voltou a Bacabal com o espetáculo "Viver é Adaptar-se" em única apresentação no auditório Frei Solano no CEFRAM dia 24 de abril,exatamente um mes apos sua apresentação no Teatro Alcione Nazaré em Sãao Luis.
O elenco volta á uma nova fase de ensaios visando a qualidade tecnica do projeto, atores e tecnicos continuam pesquisando,o estudo do oficio de representa tem sido uma prática comum na compamnhia que já começa a colher seu frutos da pesquisa.
O  fato da revista Sentidos ter publicado matéria sobre o espetaculo vem abrindo as portas para o projeto,varios municipios do maranhão estão interessados em levar o espetaculo para suas comunidades, a companhia ciente  dessa grande responsabilidade prepara-se  melhor para promover a inclusão de pessoas com deficencia atraves da arte.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Saiba montar seu currículo teatral

Escrito por Christian Gurtner 

O currículo do ator é, basicamente, como qualquer outro currículo: Possui os dados pessoais, os cursos e os trabalhos já realizados.
Porém, existem alguns detalhes que diferenciam o currículo de ator de um currículo normal. Portanto, dou aqui algumas dicas:

1- A foto e a descrição do perfil: É importante que seu currículo possua fotos de rosto e de corpo inteiro (aconselhamos roupas justas para mostrar melhor o seu porte e traços físicos - Mas isso depende muito do trabalho desejado) Como o o instrumento de trabalho do ator é o corpo, é importante mostrá-lo no currículo. (Mas calma lá: Não vá colocar uma foto pornográfica ou erótica).
Uma pequena observação quanto às fotos: Mesmo que você seja muito gordo(a) ou muito magro(a), tenha cicatrizes enormes, seja careca, seja muito baixinho(a) ou muito alto(a), etc, não tente esconder nada disso, pois no mundo do teatro todo biotipo é procurado, e se você esconder, omitir ou mentir sobre algum aspecto de seu físico ou trabalho, você só estará perdendo seu tempo e o tempo dos outros.Já o seu perfil, faça o mesmo: Indique seu peso, sua altura, cor dos olhos, cor e tipo dos cabelos, cor da pele, etc.

2-Cursos e trabalhos: Indique todos os cursos de teatro/tv/cinema, oficinas/workshops, palestras, etc, que você fez .

Indique também os trabalhos já feitos. Sugerimos que deixe claro que tipo de trabalho foi, como e quem foi. Por exemplo: Peça “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, ano 2003, direção de Fulano. Personagem interpretado: Romeu. Temporada de dois meses no Rio de Janeiro no teatro Tal.

3-Mídia: Dizem os mais experientes que o verdadeiro currículo do ator é o jornal. Guarde e use todos os artigos de jornal, flyers, notas, colunas, fotos, guias culturais, etc. Qualquer coisa sobre algum espetáculo que tenha sido divulgada na mídia impressa e que contenha seu nome, é de grande valia para incrementar o seu currículo. Você pode xerocar os mais importantes (ou todos, se quiser) e anexar ao seu currículo. Mantenha também uma pasta organizada com todos esses recortes.

4-Videobook: É caro e não são todos que têm, por isso não vamos dizer que é extremamente necessário. Mas que ajuda, ajuda. E muito. Na verdade nem precisa ser um vídeobook profissional, basta ter algum de seus trabalhos filmados. Assim, um diretor ou uma Cia, poderão ver com mais detalhes como é o seu trabalho, como você fica em cena, etc…

Currículo On-line: Isso, claro, não é essencial. Mas é um serviço que oferecemos para dar mais praticidade e deixar seu currículo mais sofisticado. O Portal Oficina de Teatro cria currículos online, que são currículos em forma de site. Obtenha mais informações clicando AQUI

OS DEZ MANDAMENTO DO ATOR

1-Senso de profissionalismo
2-Senso de responsabilidade
3-Senso de hierarquia
4-Pontualidade
5-Humildade
6-Respeito: Aos colegas; aos de cargo inferior; aos superiores
7-Auto Crítica
8-Garra;Empenho; Determinação
9-Entendimento; Discernimento
10-Cumprimento dos compromissos assumidos

EU QUERO O PAPEL PRINCIPAL

Muitos que nem bem começaram a conhecer como se dá o “fazer teatral”, e nem sabem direito o que é interpretar uma personagem, iludidos com a pretensão de figurar como astros das telenovelas, já chegam certos que farão o papel principal da peça.

É sempre isso, que invariavelmente acontece, quando algumas pessoas que querem fazer teatro vão em busca de cursos ou grupos teatrais
. Chegam se achando os melhores, que fazem e acontecem, mas quando ficam sabendo que não vão fazer o papel principal, a “brincadeira” acaba.


Acho que a confusão está justamente aí: “brincadeira”. Muitos vão parar no teatro por pura curtição. Pra fazer pose de culto e intelectual, pra se juntar a uma turma legal, pra fazer amigos, pra se libertar, são poucos que realmente encaram o sacrifício que é, o “fazer teatro”. Tem gente que não agüenta nem os ritmos de ensaios. Como pode achar que é ator?


O que precisa ficar claro também, é que teatro além dos muros do colégio, é muito diferente. O Teatro feito nas escolas tem um caráter muito mais pedagógico do que artístico, e ás vezes até pode ter um tom de brincadeira. Já quando se decide integrar um grupo de teatro, deve-se entender logo de início, que o papel principal é o que menos importa.


O que interessa é que quando se decide entrar para a “turma do teatro”, deve-se ter a consciência de que realmente se quer ser um ator e, se dedicar a isso, até mesmo se tiver que ficar nas coxias como contra-regra, ou ajudando nas trocas de figurinos. É preciso, antes de reivindicar o papel principal, ter a plena consciência que teatro é uma arte de grupo
O teatro sempre vai estar de braços abertos, esperando todos aqueles que vão procurá-lo, dispostos a integrar e abraçar essa arte como uma profissão, que por vezes, é quase um sacerdócio, por isso, se realmente é isso que você quer, esqueça essa história de fazer o papel principal logo de cara, quando se vive o teatro de verdade, qualquer papel que se faça, é e será o papel principal.

sábado, 10 de abril de 2010

O ator e a voz

Quando se pensa em teatro, logo se pensa em ator. Quando se pensa em ator, logo se pensa em uma boa interpretação. Mas, uma boa interpretação depende de um conjunto de fatores que precisam funcionar em perfeita harmonia. E dentre esses fatores, um é por muitas vezes deixado em segundo plano: a voz.
A voz é tão ou mais importante que um gesto feito no momento certo, que um olhar preciso, que um silêncio cênico certeiro. Um ator que não consegue unificar sua voz a sua interpretação, tem sérios problemas, que interferem e acabam por desqualificar sua interpretação. A voz é o principal instrumento de um ator e muitos nem percebem isso.
Muitos ficam mais preocupados com o modo em que a sua personagem se senta, como ela se veste, com ela anda e até como ela fala. Acontece que ele, enquanto ator, por muitas vezes, se esquece de educar a sua voz. Articular corretamente as palavras e impostar a sua voz projetando-a por todo teatro, fará que o espectador, sentado na última fileira, entenda as ações e as reações da sua personagem.
De nada vai adiantar frequentar ás aulas de um curso de teatro, se aplicar nas aulas de interpretação, estudar as teorias, ler os textos e saber decorá-los, se na hora de colocar a voz, você não for capaz de pronunciar uma só palavra. A voz precisa e deve ser treinada diariamente. Existem muitos exercícios para isso. Todos podem parecer cansativos, mas são altamente necessários.
Precisa-se aprender a respirar com precisão, educar o diafragma para que se possa colocar a voz de uma maneira correta e audível, exercitar até a exaustão a articulação das palavras. E tudo isso não precisa ser feito nos ensaios, ou nas aulas de teatro, pode ser feito em casa, enquanto está estudando o texto, ou até quando se está curtindo o ócio.
Quem quer fazer da profissão de ator o seu ganha pão, precisa estar disposto a enfrentar muitas dificuldades e isso não se resume apenas aos ensaios exaustivos e as dificuldades de se produzir um espetáculo. Um ator tem que está preocupado com todos os detalhes e se preocupar com a sua voz, é uma das coisas mais importantes com que ele tem que se preocupar.
Portanto, exercite a sua voz, tão ou mais que a sua interpretação, pois se não for capaz de transmitir através da sua voz o que o seu personagem quer dizer, de nada vai valer todo o esforço que você levou para compor a sua personagem.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Formação de Grupos Populares de Teatro

Os registros mais remotos que se tem da história da humanidade sempre identificam os homens vivendo em grupos, prova de que os mais antigos ancestrais já percebiam a importância e a necessidade da convivência mútua para garantir a sobrevivência.
Claro que antigamente as formas de se conviver eram mais rudimentares e a história ficou marcada por períodos de conflitos sangrentos, resultado dos problemas de relações sociais, dentro e fora dos grupos, já que os homens sempre foram seus maiores aliados e ao mesmo tempo seus maiores algozes.
Com o passar do tempo, o homem foi buscando maneiras para compreender melhor essas relações sociais e assim melhorar a convivência, pois haviam percebido que era vital para a própria sobrevivência e das gerações futuras que essa cooperação desse certo.
A sociedade então procurou se estabelecer através da formação de grupos, enfocando as relações interpessoais na família, na comunidade, na escola, no trabalho, nas igrejas, nos partidos políticos, nos grupos artísticos, entre outros. Cada uma dessas instituições tem suas regras e seus valores próprios que contribuem para a formação do cidadão, levando-nos às primeiras experiências de conflitos entre grupos, auxiliando na nossa socialização, enfim, contribuindo de alguma forma para nosso crescimento pessoal e social.
Esses agrupamentos acontecem pelas afinidades e/ou pelas diferenças apresentadas por um número de pessoas que se reúnem, onde cada indivíduo dentro do seu grupo ocupa uma função, seja ela explícita ou não.
As pessoas se agrupam com um objetivo comum, mesmo que elas estejam ali por vários outros motivos, há algum ponto de identificação que as faça pertencer ao mesmo grupo. E essa unidade se fortalece pelas diferentes características que cada uma apresenta. O grupo apega-se pela necessidade de proximidade e para dar solução a problemas que são pessoais, mas, inevitavelmente socializados, tornam-se problemas coletivos.
Se o objetivo é reivindicar sobre um problema que atinge a todos os integrantes, eles devem mostrar as diversas formas para enfrentar essa situação, porque cada um ali envolvido é atingido de uma forma diferente por esse mesmo conflito.
Dessa forma, as características pessoais acabam servindo como elementos formadores da força desse grupo, com cada um apresentando características que sozinhas poderiam não surtir efeito, mas unidas conseguem agregar valores que ajudam na coesão do grupo tornando-o mais forte para entrar em cena e combater a sua opressão.
Essa necessidade de se unir em busca de um ideal comum facilita a formação dos grupos populares que ao descobrir que através do teatro podem se juntar e tornar esse enfrentamento possível, já dão o primeiro passo para a criação do mesmo.
Esse papel que os grupos ganham dentro das suas comunidades é fortalecido a partir do momento em que o trabalho é desenvolvido pelos integrantes das mesmas e não feito por outras pessoas para os moradores dessas comunidades. É através de representações da própria realidade que tentam construir seu discurso e sua memória.
O teatro comunitário pode ser utilizado para representar os problemas locais penetrando no universo cultural dos grupos populares, intensificando a troca de informações e discussões no interior das comunidades, enfatizando a expressão e participação de seus membros.
Inserir o teatro nas comunidades funciona como agente motivador de uma nova consciência e cultura participativa, quando se trabalha coletivamente, buscando forjar um espaço de convivência mais democrática e horizontal no grupo, para se alcançar novas possibilidades de diálogo.
Acredito que os grupos populares de teatro devem ser feitos pela comunidade e para a comunidade, na qual sua origem, evolução e destino estão indissoluvelmente vinculados à vida e luta comunitária, pelos seus interesses e desejos. É a expressão dramática da população e dos grupos.

fonte:Felipe
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O ATOR E SEUS FANTASMAS

Muito mais difícil que possa parecer, estar em cima de um palco interpretando a vida de uma personagem, é enfrentar e ter de conviver e esconder os medos e os fantasmas que atormentam a vida real de um ator. E não é nada fácil conviver com todos eles, pois, o glamour em que foi transformada a profissão do ator torna as coisas ainda mais difíceis.


Quando um ator pisa em um palco, o medo de esquecer o texto, o atormenta por todo o espetáculo. O fantasma do fracasso ronda toda a temporada em que o
espetáculo fica em cartaz. A opinião pública é sempre aguardada e a crítica, por muitas vezes, apavora. Esses são apenas alguns sintomas que um ator tem de enfrentar.
Ser ator requer muito mais que saber interpretar o texto, que saber colocar a voz, que saber comover, emocionar ou fazer rir. Ser ator não é apenas querer aparecer na TV, receber aplausos e elogios. Ser ator é estar preparado para vencer os medos e os fantasmas. É saber que nem todo fracasso é definitivo, nem o sucesso. Muitos não resistem ao primeiro espetáculo.
Nada há nada mais decepcionante do que se sentir senhor de si, dono da situação, certo de estar fazendo uma grande apresentação sobre um palco, e, ao final, receber uma crítica, ou vaias e apupos, ou ainda, comentários pejorativos sobre sua atuação, mesmo que você ainda seja iniciante. Por isso, se preparar para esses percalços pode fortalecer a sua carreira profissional.
O ator não pode e não deve se achar, acima do bem e do mal. Não pode nunca estar satisfeito com o seu trabalho. Tem que estar sempre buscando melhor. Tem ainda de saber assimilar as críticas e ter a humildade suficiente para se aprimorar cada dia, mais e mais. Só assim, conseguirá reunir as condições necessárias para enfrentar todos os medos e fantasmas que atormentam um ator, e vencê-los todos.
Preparar o seu psicológico para o sucesso e para o fracasso, deve ter a mesma medida do que se preparar para atuar e ser um grande ator. Um ator psicologicamente preparado para enfrentar todos os medos e fantasmas, saberá lidar melhor com a carreira tão difícil quanto está. E não perderá o foco quando esses medos e fantasmas rondarem a sua vida.
Lembre-se que nem sempre se agrada à todos. O que pode ser bom pra mim, pode não ser bom para você, mas nem por isso, significa que você faz algo que lhe desmereça. Saber vencer os medos e os fantasmas fortalece um ator e o tornará cada dia melhor. E isso vale para o diretor, para o dramaturgo, para o iluminador, para o cenógrafo, para todos.